Controle de combustível por telemetria can

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Controle de combustível por telemetria CAN: como funciona e quais são os benefícios

O que é controle de combustível por telemetria CAN?

O controle de combustível por telemetria CAN utiliza a leitura da rede eletrônica do veículo para acompanhar informações como consumo e nível de combustível, relacionando esses dados à localização, ao horário, ao funcionamento do motor e, quando disponível, ao motorista identificado.

Diferentemente do rastreamento GPS convencional, que mostra principalmente onde o veículo está e por onde passou, a telemetria CAN ajuda a entender como o veículo está operando.

Como funciona a rede CAN?

A rede CAN, sigla de Controller Area Network, é um sistema de comunicação eletrônica utilizado por diversos módulos do veículo.

Em linguagem simples, ela permite que informações produzidas pelos sistemas embarcados sejam compartilhadas com um equipamento de telemetria compatível.

Com a leitura autorizada desses dados, uma plataforma de gestão pode reunir informações operacionais e apresentá-las em relatórios, históricos e indicadores.

Na solução de Telemetria CAN da A RICA, os dados da rede CAN são integrados ao GPS para associar o comportamento do veículo a uma posição, um período e uma operação específica.

Telemetria CAN não é apenas rastreamento

Embora possam ser utilizadas em conjunto, as tecnologias têm finalidades diferentes:

  • Rastreamento GPS: concentra-se na localização, nos deslocamentos, nas paradas, nos horários e no histórico de rotas.
  • Telemetria por acelerômetro: utiliza variações de movimento para identificar eventos relacionados à condução, como acelerações, frenagens ou curvas bruscas, conforme os recursos do equipamento e da configuração adotada.
  • Telemetria CAN: acessa dados eletrônicos disponibilizados pelo próprio veículo, permitindo analisar parâmetros de funcionamento e operação, como consumo, nível de combustível, RPM e temperatura do motor.

Essa distinção é importante porque a localização informa onde o veículo esteve, enquanto a leitura CAN pode acrescentar dados sobre o que estava acontecendo com o veículo durante o trajeto.

Assim, o gestor consegue avaliar o consumo em conjunto com a rota, o tempo de operação, o comportamento de condução e as condições de funcionamento do motor.

Quais dados podem ser disponibilizados?

A disponibilidade dos parâmetros depende do veículo, do modelo, do ano, da configuração eletrônica e da compatibilidade com o equipamento de telemetria.

Entre os dados que podem ser acompanhados estão:

  • Consumo de combustível;
  • Nível de combustível;
  • Rotação do motor em RPM;
  • Temperatura do motor;
  • Horímetro;
  • Odômetro;
  • Estado da ignição;
  • Funcionamento do motor;
  • Tempo ou ocorrência de marcha lenta;
  • Localização e horário associados ao evento;
  • Identificação do motorista, quando esse recurso estiver configurado na operação.

Essas informações não devem ser interpretadas de forma isolada.

Um consumo acima do padrão, por exemplo, precisa ser analisado junto com a rota percorrida, a carga, o tempo em marcha lenta, o perfil de condução, as condições do veículo e o período avaliado.

Essa leitura combinada reduz o risco de atribuir uma causa incorreta a uma variação operacional.

Por que validar a compatibilidade antes da implantação?

Antes de instalar uma solução de telemetria CAN, é necessário confirmar se o veículo disponibiliza os dados desejados e se o equipamento consegue realizar a leitura de forma compatível e segura.

Também devem ser avaliados o tipo de veículo, a arquitetura eletrônica, os parâmetros necessários para a gestão e a forma de integração com os processos da frota.

A validação técnica é essencial porque nem todos os veículos disponibilizam os mesmos dados na rede CAN.

Quando um parâmetro não está disponível ou não pode ser lido adequadamente, ele não deve ser tratado como se estivesse sendo medido.

Por isso, uma implantação responsável começa pelo diagnóstico da frota e pela definição dos indicadores realmente necessários.

Na A RICA, a proposta de Telemetria CAN — Gestão Avançada da Frota combina dados eletrônicos do veículo com recursos de rastreamento e gestão em plataforma web e aplicativo.

A empresa informa atuação nacional, atendimento a quase 800 veículos e parcerias com Suntech, Intelbras e Hikvision.

Para saber quais dados podem ser obtidos em cada veículo, o próximo passo é consultar a empresa e validar a compatibilidade técnica da frota.

Quais dados a telemetria CAN monitora na frota?

A telemetria CAN monitora dados eletrônicos do veículo e os relaciona a informações de localização, horário e identificação do motorista.

Essa combinação transforma registros isolados em contexto operacional: o gestor pode analisar o que aconteceu, onde ocorreu, em qual período e sob quais condições de condução.

Principais parâmetros monitorados

Parâmetro
O que representa
Como contribui para a análise

Consumo de combustível
Uso de combustível registrado pelos sistemas compatíveis do veículo
Ajuda a comparar desempenho e investigar variações de consumo

Nível de combustível
Quantidade ou variação de combustível indicada pelo veículo
Pode apoiar o acompanhamento do abastecimento e a identificação de alterações fora do padrão

RPM do motor
Rotação do motor durante a operação
Permite observar regimes de funcionamento e condução que podem exigir atenção

Temperatura do motor
Condição térmica informada pelo sistema eletrônico
Contribui para identificar situações que merecem verificação de manutenção

Horímetro
Tempo de funcionamento do motor ou do equipamento
Apoia o planejamento de manutenção e a avaliação do uso operacional

Odômetro
Distância percorrida pelo veículo
Permite relacionar utilização da frota com desempenho e manutenção

Ignição e funcionamento do motor
Estado de acionamento e operação do motor
Ajuda a distinguir períodos de uso efetivo de paradas ou eventos de ignição

Marcha lenta
Funcionamento do motor sem deslocamento relevante
Facilita a análise de tempo improdutivo e possíveis oportunidades de economia

Consumo e nível de combustível

O consumo de combustível deve ser analisado junto com distância percorrida, tempo de operação, tipo de rota, carga, topografia e comportamento ao volante.

Um valor isolado não explica necessariamente uma ineficiência.

Por exemplo, um veículo que opera em trechos urbanos, com muitas paradas, pode apresentar uma dinâmica diferente de outro que percorre longas distâncias em rodovias.

O nível de combustível acrescenta uma perspectiva complementar.

Ao relacionar suas variações com abastecimentos registrados, localização e período, a gestão consegue organizar melhor a conferência dos eventos.

Ainda assim, oscilações precisam ser avaliadas considerando a precisão do sensor, as características do veículo e as condições de instalação.

Na prática, o controle de combustível por telemetria CAN ganha valor quando os dados são acompanhados historicamente e comparados com veículos de uso semelhante.

A plataforma pode apoiar a identificação de tendências, mas a interpretação deve considerar o contexto operacional antes de indicar uma causa.

RPM, temperatura e funcionamento do motor

O RPM mostra como o motor está sendo utilizado ao longo da operação.

Períodos frequentes em rotações elevadas ou variações incompatíveis com a atividade podem justificar uma análise do perfil de condução, da rota e das condições do veículo.

Esse indicador é mais útil quando associado à velocidade, ao relevo, à carga e ao tipo de serviço executado.

A temperatura do motor funciona como um sinal de acompanhamento operacional.

Registros fora do comportamento esperado podem orientar uma inspeção, mas não substituem o diagnóstico de um profissional de manutenção.

Temperatura, RPM e tempo de funcionamento, observados em conjunto, ajudam a priorizar verificações e a evitar decisões baseadas em um único evento.

Os dados de ignição e funcionamento do motor também ajudam a separar o período em que o veículo esteve disponível, ligado, em deslocamento ou parado com o motor funcionando.

Essa distinção melhora a leitura do uso real da frota e pode revelar situações que merecem investigação, como longos períodos de motor ligado sem deslocamento.

Horímetro, odômetro e marcha lenta

Horímetro e odômetro atendem a necessidades diferentes.

O horímetro acompanha o tempo de funcionamento, enquanto o odômetro registra a distância percorrida.

A comparação entre ambos pode indicar o perfil de utilização do veículo e apoiar rotinas de manutenção baseadas em tempo de operação ou quilometragem.

A marcha lenta deve ser analisada com cuidado.

Nem todo período parado com o motor ligado representa desperdício, pois pode haver exigências de segurança, operação de equipamentos, espera operacional ou condições específicas do serviço.

O indicador se torna mais útil quando relacionado ao local, à duração, ao tipo de atividade e ao comportamento observado em veículos semelhantes.

Exemplo de leitura integrada

Considere uma análise genérica de um veículo utilizado por uma distribuidora.

Em determinado período, o sistema registra:

  • Veículo identificado na plataforma;
  • Motorista associado à operação;
  • Localização e horário de cada evento;
  • Distância percorrida e tempo de funcionamento;
  • Consumo e nível de combustível;
  • RPM e temperatura do motor;
  • Períodos de ignição ligada e marcha lenta.

Em vez de concluir apenas que o consumo foi elevado, o gestor pode verificar se houve mais tempo de motor ligado parado, rota com muitas interrupções, condução em rotações elevadas, alteração incomum no nível de combustível ou necessidade de manutenção.

Essa leitura amplia a qualidade da decisão porque conecta o dado eletrônico à situação operacional.

Como interpretar os dados corretamente?

Uma análise consistente deve combinar indicadores e histórico.

O gestor pode seguir esta sequência:

  1. Confirmar se o veículo e o período analisado estão corretos.
  2. Verificar a qualidade e a continuidade dos dados recebidos.
  3. Relacionar consumo e nível de combustível com distância, tempo de motor ligado e tipo de rota.
  4. Comparar o veículo com outros de configuração e operação semelhantes.
  5. Observar se o comportamento se repete ou se corresponde a um evento isolado.
  6. Consultar o contexto da operação e do motorista antes de atribuir uma causa.
  7. Encaminhar anomalias técnicas para avaliação de manutenção.

Na Telemetria CAN da RICA, a integração entre dados da rede CAN, GPS, plataforma web e aplicativo favorece esse tipo de acompanhamento.

A disponibilidade de cada parâmetro depende da compatibilidade técnica do veículo e da configuração da solução, por isso essa validação deve ocorrer antes da implantação.

Os dados apoiam a gestão, mas não substituem a inspeção técnica, os registros operacionais nem a análise profissional do veículo.

Como o controle de combustível por telemetria CAN reduz desperdícios?

O controle de combustível por telemetria CAN apoia a redução de desperdícios ao relacionar o consumo e o nível de combustível aos dados reais de operação do veículo.

Ao integrar a rede CAN com GPS, horário, identificação do motorista e histórico de utilização, o gestor consegue investigar marcha lenta excessiva, rotas pouco eficientes, desvios de desempenho e possíveis necessidades de manutenção com base em evidências operacionais.

A tecnologia não elimina o desperdício automaticamente.

Seu valor está em transformar dados do veículo em indicadores que orientam ações de gestão, treinamento, revisão de rotas e planejamento técnico.

Como funciona a análise na prática?

  1. Coleta: o sistema reúne dados eletrônicos do veículo, como consumo, nível de combustível, RPM, funcionamento do motor, ignição, horímetro e odômetro, além da localização obtida pelo GPS.
  2. Contextualização: os registros são associados ao período da operação, à rota percorrida, ao tempo parado e, quando disponível, ao motorista responsável.
  3. Comparação: a gestão compara veículos semelhantes, trajetos equivalentes e períodos de operação compatíveis, evitando conclusões baseadas em uma ocorrência isolada.
  4. Investigação: diferenças persistentes podem indicar comportamento operacional, condições de rota, utilização inadequada, falha de medição ou necessidade de avaliação mecânica.
  5. Ação gerencial: a empresa pode revisar rotas, reduzir períodos de motor ligado sem deslocamento, orientar condutores, programar inspeções e acompanhar a evolução dos indicadores.

Exemplo de comparação entre veículos semelhantes

Considere dois veículos do mesmo modelo que realizam operações parecidas.

Se um deles apresentar consumo mais elevado, a análise deve considerar o tempo em marcha lenta, o perfil das rotas, a carga transportada, o tráfego, a frequência de paradas, o comportamento de aceleração e o estado de manutenção.

Caso a diferença permaneça depois de controlar essas variáveis, o gestor terá um sinal mais consistente para aprofundar a investigação.

Esse método evita atribuir imediatamente o consumo ao motorista.

Uma condução com rotações elevadas, acelerações frequentes ou longos períodos de motor ligado parado pode contribuir para o gasto, mas os dados precisam ser interpretados junto com o contexto da operação.

Da mesma forma, um consumo fora do padrão pode estar relacionado a condições do veículo ou da rota, e não apenas à conduta ao volante.

Indicadores úteis para reuniões de desempenho

  • Consumo registrado por veículo e por período.
  • Variação do nível de combustível ao longo da operação.
  • Tempo de funcionamento em marcha lenta.
  • RPM e padrões de funcionamento do motor.
  • Distância percorrida, duração da operação e tempo parado.
  • Relação entre consumo, rota, carga e tipo de serviço.
  • Comparação entre veículos e motoristas em condições semelhantes.
  • Ocorrências que merecem avaliação de manutenção.
  • Tendência histórica dos indicadores, em vez de uma leitura pontual.

Na plataforma de gestão de frotas, relatórios e históricos ajudam a organizar esse acompanhamento e a registrar as ações tomadas.

Ainda assim, uma evidência operacional não é, por si só, uma prova de irregularidade.

Oscilações podem ter causas legítimas, como congestionamentos, aclives, mudanças de carga, condições climáticas ou diferenças de operação.

Suspeitas de desvio, falha de sensor ou problema mecânico devem ser confirmadas por investigação interna e, quando necessário, por avaliação técnica do veículo.

Telemetria CAN, gestão de frotas e manutenção preventiva

A telemetria CAN amplia a gestão de frotas ao combinar dados eletrônicos do veículo com informações de GPS, horário e identificação do motorista.

Em vez de mostrar apenas onde o veículo está, a solução ajuda a compreender como ele está sendo utilizado e quais sinais operacionais merecem acompanhamento.

Como os dados apoiam a manutenção e o planejamento?

Na plataforma web e no aplicativo, os gestores podem consultar relatórios, históricos e indicadores de desempenho relacionados a parâmetros como:

  • Horímetro: registra o tempo de funcionamento do motor e pode apoiar o planejamento de inspeções e serviços relacionados ao uso efetivo do veículo.
  • Odômetro: informa a quilometragem acumulada e contribui para organizar controles de manutenção baseados em distância percorrida.
  • Funcionamento do motor e ignição: ajudam a identificar períodos de operação, partidas, paradas e possíveis padrões fora do comportamento esperado.
  • RPM e marcha lenta: permitem observar esforço do motor, permanência com o veículo ligado sem deslocamento e situações que justificam uma análise operacional.
  • Temperatura do motor: oferece um sinal adicional para acompanhamento de condições que podem exigir avaliação técnica.
  • Consumo e nível de combustível: ajudam a relacionar abastecimento, utilização do veículo, rota e desempenho ao longo do tempo.

Esses indicadores devem ser interpretados em conjunto.

Um consumo elevado, por exemplo, não comprova isoladamente falha mecânica, condução inadequada ou desvio operacional.

O resultado pode estar relacionado à carga, ao relevo, ao trânsito, à rota, ao tempo em marcha lenta, às condições do veículo ou à qualidade dos registros.

A análise histórica e a comparação com veículos de perfil semelhante tornam a investigação mais consistente.

Exemplo de priorização de inspeções

Considere uma frota com veículos semelhantes.

Um deles apresenta aumento persistente do tempo de funcionamento, maior consumo relativo e variação de temperatura em determinados períodos.

Outro registra quilometragem elevada, mas mantém padrões operacionais estáveis.

Nesse cenário, o primeiro pode ser priorizado para uma verificação operacional e técnica, enquanto o segundo pode seguir o calendário de manutenção já definido.

A telemetria não determina, por si só, a causa do comportamento observado.

Ela organiza evidências para que a equipe avalie o veículo com mais contexto.

A confirmação pode exigir inspeção mecânica, conferência de abastecimentos, análise da rota, consulta aos registros de manutenção e conversa com o responsável pela condução.

Rotina de análise para a gestão de frotas

Uma rotina simples e consistente pode transformar os dados em decisões práticas:

  1. Definir os indicadores relevantes: selecione métricas relacionadas ao objetivo da operação, como consumo, marcha lenta, temperatura, horímetro, odômetro e funcionamento do motor.
  2. Estabelecer uma linha de referência: compare o veículo com seu próprio histórico e, quando possível, com outros veículos de configuração e utilização semelhantes.
  3. Investigar desvios: verifique se a alteração coincide com mudança de rota, carga, motorista, período de operação, abastecimento ou condição de manutenção.
  4. Registrar a ação adotada: documente inspeções, orientações ao motorista, ajustes de rota e demais providências para acompanhar a evolução.
  5. Reavaliar o resultado: use novos relatórios e históricos para verificar se o padrão foi corrigido ou se é necessária uma investigação complementar.

A responsabilidade pela análise deve ser definida internamente.

O gestor de frota pode acompanhar os indicadores gerais, a manutenção pode avaliar sinais relacionados ao veículo, a operação pode revisar rotas e utilização, e a liderança pode decidir prioridades e procedimentos.

Essa divisão reduz interpretações isoladas e favorece uma resposta coordenada.

Integração entre plataforma, operação e manutenção

O valor da telemetria CAN está na integração.

O histórico de GPS contextualiza o local e o horário; os dados da rede CAN mostram o comportamento eletrônico e operacional do veículo; os relatórios organizam as ocorrências; e os indicadores permitem acompanhar tendências.

Com a identificação do motorista, também é possível analisar a operação com maior contexto, sem reduzir a avaliação a uma única ocorrência.

Para empresas de transporte, distribuidoras, locadoras, indústrias e operadores logísticos, essa visão integrada pode apoiar o planejamento de manutenção, a comparação entre veículos e motoristas e a revisão de procedimentos operacionais.

A RICA Soluções informa atender quase 800 veículos e atuar em nível nacional, oferecendo uma abordagem consultiva para adaptar a solução às necessidades de cada operação.

A aplicação dos dados, entretanto, depende da configuração do projeto, da compatibilidade do veículo e da qualidade das informações disponíveis.

Limites do diagnóstico por telemetria

A telemetria apoia a tomada de decisão, mas não substitui avaliação técnica, manutenção preventiva, inspeções de segurança ou os procedimentos recomendados para cada veículo.

Um alerta ou uma variação de indicador deve ser tratado como sinal para análise, não como diagnóstico definitivo.

Também é importante validar a compatibilidade técnica dos veículos, a disponibilidade dos parâmetros na rede CAN e a forma adequada de instalação ou integração antes da implantação.

Com critérios claros, responsáveis definidos e acompanhamento contínuo, a telemetria CAN pode conectar gestão operacional e manutenção preventiva de maneira mais objetiva, rastreável e orientada por evidências.

Como implementar a telemetria CAN em diferentes tipos de frota?

A implementação da telemetria CAN deve começar pelo diagnóstico da operação, e não apenas pela escolha do equipamento.

Transportadoras, distribuidoras, locadoras, indústrias, operadores logísticos e órgãos públicos precisam relacionar seus objetivos de gestão aos dados que realmente serão utilizados no dia a dia.

Assim, o controle de combustível por telemetria CAN pode apoiar decisões mais consistentes sobre consumo, manutenção, comportamento ao volante e eficiência operacional.

Checklist de diagnóstico inicial

Antes de avaliar uma solução, levante:

  • Quais veículos compõem a frota, incluindo marcas, modelos, anos e tipos de motorização?
  • Quais veículos apresentam maior consumo, maior tempo em marcha lenta ou maior frequência de manutenção?
  • A operação envolve rotas urbanas, rodoviárias, trechos mistos, máquinas ou veículos utilizados em regime estacionário?
  • Quais objetivos são prioritários: acompanhar combustível, reduzir desperdícios, planejar manutenção, melhorar a condução ou integrar dados de operação?
  • Quem será responsável por analisar os alertas, relatórios e indicadores?
  • Quais processos já existem para abastecimento, manutenção, identificação de motoristas e controle de jornada?
  • A empresa precisa consultar os dados por plataforma web, aplicativo, relatórios históricos ou integrações com sistemas internos?

Esse levantamento ajuda a separar uma necessidade de rastreamento básico de um projeto que exige leitura de dados eletrônicos do veículo, integração com GPS e acompanhamento de indicadores de desempenho.

Perguntas técnicas para avaliar a solução

Na conversa com o fornecedor, solicite esclarecimentos sobre a compatibilidade do equipamento com cada grupo de veículos e sobre os parâmetros que podem ser disponibilizados pela rede CAN.

Entre as perguntas importantes estão:

  • Quais dados podem ser lidos em cada modelo de veículo?
  • O consumo e o nível de combustível serão disponibilizados diretamente pela rede CAN ou dependerão de outros recursos de medição?
  • É possível associar os dados de combustível a localização, horário e identificação do motorista?
  • A plataforma permite consultar histórico, comparar veículos e analisar o comportamento da frota?
  • Como são tratados os dados de RPM, temperatura do motor, horímetro, odômetro, ignição e marcha lenta?
  • Quais alertas e relatórios são úteis para as rotinas de abastecimento, manutenção e operação?
  • Como os dados podem ser incorporados aos processos internos de gestão?
  • Quais procedimentos são necessários para validar a instalação e a comunicação com o veículo?

A compatibilidade deve ser verificada antes da implantação porque a disponibilidade e a qualidade dos parâmetros podem variar conforme o veículo, sua arquitetura eletrônica e o equipamento utilizado.

Uma avaliação técnica também reduz o risco de implantar uma solução sem conexão com os indicadores que a empresa pretende acompanhar.

Instalação direta ou solução remota

A instalação direta pode ser considerada quando a operação exige uma intervenção presencial no veículo, validação física dos componentes e acompanhamento próximo da configuração.

Já uma solução remota pode ser avaliada quando parte do diagnóstico, da parametrização ou do suporte pode ser conduzida à distância.

A escolha depende do perfil da frota, da compatibilidade técnica, dos processos internos e da forma como o projeto será acompanhado.

Essa comparação é conceitual e não substitui a análise do fornecedor.

Questões como disponibilidade de dados, necessidade de instalação, acesso ao veículo e integração com a plataforma devem ser confirmadas para cada operação, sem presumir prazos ou condições comerciais.

Compatibilidade, homologação e qualidade dos dados

A telemetria CAN depende da comunicação adequada entre o equipamento e os sistemas eletrônicos do veículo.

Por isso, além de verificar a compatibilidade, é importante avaliar a conformidade e as homologações pertinentes dos equipamentos utilizados.

Também convém definir como os dados serão conferidos após a implantação, comparando as informações da plataforma com registros operacionais, abastecimentos e ordens de manutenção.

Na prática, a qualidade da decisão depende de três fatores: dados disponíveis, contexto operacional e rotina de análise.

Um indicador isolado pode apontar uma anomalia, mas não necessariamente explicar sua causa.

O consumo, por exemplo, deve ser interpretado junto com rota, carga, tempo em marcha lenta, perfil de condução, condições do veículo e período analisado.

Por que uma abordagem consultiva faz diferença?

Frotas com veículos, rotas e objetivos diferentes não devem receber necessariamente a mesma configuração.

Uma abordagem consultiva ajuda a priorizar os dados relevantes, organizar os usuários da plataforma, definir indicadores e estabelecer quem será responsável por transformar os registros em ações.

A RICA Soluções informa atuar nacionalmente e atender uma base de quase 800 veículos.

Sua experiência inclui rastreamento veicular, gestão de frotas, telemetria e videotelemetria, com projetos orientados às necessidades de empresas de transporte, distribuidoras, locadoras, indústrias, operadores logísticos e órgãos públicos.

A empresa também informa trabalhar com marcas como Suntech, Intelbras e Hikvision, utilizando equipamentos em conformidade com as certificações e homologações pertinentes.

Como validar o projeto?

  1. Liste os tipos de veículos e os objetivos prioritários da operação.
  2. Defina quais dados são indispensáveis para combustível, manutenção e desempenho.
  3. Separe os processos atuais de abastecimento, identificação de motoristas e manutenção.
  4. Solicite uma avaliação de compatibilidade por modelo de veículo.
  5. Confirme quais parâmetros da rede CAN podem ser disponibilizados e como serão relacionados ao GPS.
  6. Escolha os indicadores que serão acompanhados e os responsáveis pela análise.
  7. Valide se a instalação direta ou a alternativa remota é adequada ao cenário.
  8. Consulte a RICA Soluções para avaliar a configuração compatível com a sua frota e transformar as necessidades operacionais em um projeto de telemetria CAN.

Como avançar com controle de combustível por telemetria CAN?

Para avaliar controle de combustível por telemetria CAN, é importante verificar a compatibilidade com fabricante, modelo, ano e protocolo eletrônico do veículo, pois os parâmetros disponíveis podem variar. A RICA Soluções estrutura o projeto de acordo com a frota e pode integrar dados da rede CAN, rastreamento GPS, identificação do motorista e recursos adicionais de gestão.

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